No final de 1938, na China ocupada pelos japoneses, uma jovem de 24 anos chamada Cheng Benhua foi capturada por tropas inimigas. Guerrilheira da resistência, ela havia passado meses enfrentando um exército muito mais numeroso — até ser traída, torturada e violentada. Seu destino estava selado: execução.
Ao fundo da fotografia, os soldados que a executariam sorriam.
Mas o que mais marcou não foi a brutalidade do ato, e sim o instante antes dele. Diante das câmeras de um fotógrafo japonês, Cheng sorriu. Um sorriso calmo, quase provocador, como se dissesse: vocês podem tirar minha vida, mas não minha coragem. Momentos depois, foi morta à baioneta. Décadas depois, a foto viraria símbolo mundial de resistência, lembrando que, mesmo nos últimos segundos, há quem se recuse a se curvar.