Patrick Gavin Tadina entrou no perigo primeiro — durante cinco anos seguidos no Vietnã.
Nunca perdeu um único soldado.
Pagou com o próprio corpo.
Ele era pequeno. Pouco mais de 1,5 metro. Pele escura. Silencioso.
Não parecia um herói de cinema.
Na selva, isso virou vantagem.
Ele se misturava.
Desaparecia.
Ia onde ninguém mais conseguia ir.
De 1965 a 1970, serviu continuamente no Vietnã.
Sem pausas.
Sem rotação para casa.
Cinco anos inteiros.
Liderava patrulhas de reconhecimento atrás das linhas inimigas.
Sem apoio aéreo.
Sem resgate rápido.
Sem reforços.
Se fossem descobertos, estavam sozinhos.
E ele sempre ia na frente.
“Ponto” significava ser o primeiro a pisar.
O primeiro a entrar em uma emboscada.
O primeiro a morrer.
As unidades costumavam revezar isso.
Tadina nunca revezou.
Ele assumia sempre — para que seus homens não precisassem.
Mais de 200 missões.
Zero homens perdidos.
Nenhum.
Ele caminhou a poucos metros do inimigo.
Atraiu fogo de propósito.
Desviou patrulhas.
Leu a selva como quem lê um mapa aberto.
Seus homens voltaram vivos para casa
porque ele absorveu o perigo.
A guerra cobrou o preço.
Levou três tiros.
Perdeu o irmão no Vietnã.
Quase morreu em 1969, numa emboscada.
O corpo dele nunca mais foi o mesmo.
Repórteres, anos depois, encontraram soldados que ainda falavam seu nome em silêncio reverente.
Duzentos homens.
Nenhum ferido grave.
Numa guerra onde muitos não sobreviviam meses,
ele resistiu cinco anos.
E continuou servindo.
Granada.
Tempestade no Deserto.
Trinta anos de farda.
Duas Estrelas de Prata.
Dez Estrelas de Bronze.
Três Corações Púrpura.
Então, ele se aposentou.
Sem discursos.
Sem holofotes.
Como viveu:
na frente, em silêncio —
carregando o risco para que outros pudessem voltar para casa.
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Wellington Bittencourt
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