Uma luta contra a discriminação
A criação da Frente Parlamentar surge como resposta à necessidade de combater décadas de opressão, discriminação e embates enfrentados pelas comunidades de matriz africana. Em um país onde a maioria da população é parda ou negra, é inconcebível que ainda existam formas discriminatórias e marginalizantes das manifestações religiosas e culturais de matriz africana.
Apoio da comunidade
Mais de 30 centros religiosos apoiaram a iniciativa e buscaram o apoio da Assembleia. Líderes religiosos como Pai Rafael de Xangô, Mãe Eliane de Oxum e Mãe Carini do Bará de Barra Velha foram alguns dos pilares desta iniciativa.
Respeito e legalidade
A Frente Parlamentar busca trazer para a prática o que a Constituição determina, garantindo o respeito à laicidade do Estado. A religião afro, uma das mais antigas do mundo, prega o amor, a gratidão, a caridade e o respeito às ancestralidades.
Importância da ancestralidade
Estudos científicos apontam que a raça humana é originária do continente africano e que o modelo religioso africano remonta a mais de 6 mil anos. A criação da Frente Parlamentar vem acompanhada da criação do Fórum Estadual de Ancestralidade, com o apoio integral da ALESC.
Um passo importante
A ALESC abre hoje suas portas para dar início aos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos de Matriz Africana. Como disse Pai Rafael de Xangô, "somos mais de 110,7 milhões de brasileiros negros ou pardos, o que representa 56% da população". A criação da Frente Parlamentar é um passo importante para promover a igualdade e combater as desigualdades.
Participaram da instalacão da Frente Parlamentar 32 municipios onde citamos alguns abaixo reforcando o elo de que todos somos um : Carini do Bará, de Barra Velha, Bába Bernardo do Culto Tradicional, Mãe Tania de Obá, Pai Everton de Ogum itapema, Pai Aidan de Oxum de Florianópolis, Pai Naldo do Bará e Mãe Sonia de Xangô foram alguns dos pilares desta iniciativa inédita.
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Reportagem Wellington Bittencourt
CRP 0007308 /SC