“Habemus Papam”
Fiz parte da organização de mais de duas centenas de municípios em todo o Brasil. Acho interessante notar que a maioria daqueles prefeitos que primam pela qualificação, pela experiência ou pela capacidade em postos-chave da administração pública são os que tendem a não responder a processos com o TCE ou o MP ou, pior ainda, o GAECO. Todavia, já vi municípios abrirem mão de gente de peso, qualificada, e preferir investir só na amizade ou nas indicações políticas. São estes que mais respondem a processos. É como um técnico de futebol deixar de usar um Messi ou um Cristiano Ronaldo para escalar um amigo de infância pela simples amizade. Uma autoconfiança que tem levado muitos prefeitos e governadores a grandes dificuldades. Há, em todos os governos, diversos cargos que não podem ser entregues senão a quem realmente tem qualificação para exercer de fato o posto. Sem contar o fato de que quem tem bagagem, experiência e capacitação tem mais a oferecer do ponto de vista profissional. Isso, claro, sob pena de uma cobrança pesada dos órgãos de fiscalização dos municípios feita pelos TCEs, MPs, GAECO e sociedade. Só política ou só amizade não garantem segurança. Infelizmente, esta é uma prática comum em todo o Brasil.
No mundo, a guerra comercial americana arrefeceu um pouco, não sem deixar suas marcas, especialmente nos países mais pobres. Enquanto isso ocorria, Francisco partia, deixando o posto de Papa para o Leão XIV. “Habemus Papam”. Um papa de ideologia religiosa mais próxima do Papa Francisco foi o escolhido. Aliás, o primeiro papa americano da História, que ironicamente desagradou os próprios americanos. Da mesma forma que Francisco, fora o primeiro papa argentino. Na Faixa de Gaza, esta semana, um bombardeio sobre um hospital aterroriza e assombra o mundo. Dezenas de mortos, incluindo crianças, mulheres e doentes. Fico aqui pensando sobre a consciência daqueles que são responsáveis e ordenam tais ataques. Mesmo com a alegação de que terroristas usavam o local, é impossível separar da mira destas bombas crianças, mulheres, idosos e inválidos num ambiente público e protegido pelos tratados internacionais de guerra. Uma agressão covarde e assassina.
Em Barra Velha, o poderoso sistema de monitoramento da Prefeitura não possuía câmeras no almoxarifado.
Resultado: um roubo milionário levando ar-condicionados, computadores, pneus e muitas outras coisas. E, por fim, um cidadão esperava na fila do SUS para uma operação de hérnia já há quase dois anos. Operou-se esta semana. Só que no sistema particular. Da consulta à operação, demoraram-se menos de 10 dias. Foram dois anos de sofrimento que só quem teve uma hérnia na virilha sabe o quanto dói. Sem perspectiva, fez vaquinha, raspou as economias e pagou. Axé, linda e bela Barra Velha…
Editoria unibvnews.com.br
Wellington Bittencourt CRP0007308/SC